terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Esquizofrenia - Por Dois Ângulos Diferentes

Certa vez, estive num passeio com o pessoal de uma igreja que frequentei há alguns anos atrás em um retiro espiritual, e num determinado momento no horário do almoço, eu entrei na fila para pegar minha refeição.

Enquanto eu estava na fila, havia dois colegas meus fazendo brincadeiras um com o outro, e um deles disse para o outro a seguinte frase:
“Sai daqui seu esquizofrênico!” (Devo destacar que não tem nada a ver com aquela igreja, estou me referindo a ele como um indivíduo, e não com a instituição igreja)

No momento em que ele disse essas palavras, eu me senti um tanto desconfortável com a situação. Só não me senti ofendido, porque eu tinha consciência que eles não sabiam que eu era portador de esquizofrenia.

Na cabeça dele, ele associava a palavra, esquizofrênico, com algo repugnante. Não posso julga-lo por isso, porque na nossa cultura a maioria das pessoas enxerga exatamente dessa maneira.

Por outro lado, existem pessoas que são mais esclarecidas.

Um bom tempo depois, eu conheci uma moça que foi apresentada a mim, por um amigo de infância e sua namorada.

Saímos juntos, eu, meu amigo, sua namorada e a moça que me havia sido apresentada; fomos visitar uma igreja e após o culto de adoração a Deus, nós saímos dali para uma lanchonete.

Nesses momentos em que estivemos juntos reunidos, acabou surgindo, um pouco de afinidade entre mim e aquela moça que eu havia conhecido.

Durante alguns dias depois, eu mantinha diálogo com ela por telefone e decidimos então iniciar um relacionamento mais próximo.

Marcamos um encontro, e fomos nos encontrar num shopping para conversarmos sobre essa nossa aproximação, iniciando assim um relacionamento afetivo.

Num determinado momento, eu contei a ela que eu tinha esquizofrenia, e para minha surpresa, ela não teve nenhum tipo de rejeição e preconceito quanto a isso.

Totalmente diferente daquela situação anterior que mencionei agora pouco.

Iniciamos então um namoro, e algum tempo depois, tivemos a felicidade de sermos padrinhos de casamento do meu amigo e da sua namorada.

Já faz oito anos que estamos juntos em nosso relacionamento, nos amamos e nos damos muito bem juntos.

Com a benção de Deus conseguimos construir nossa casa, e logo que Deus preparar, no tempo dele, nós estaremos nos casando, e com certeza seremos muito felizes juntos.

Isso tudo é claro, com uma condição muito importante...
...Sem preconceitos!

Denis

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