terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Tipos Diversos De Classificações De Esquizofrenia

De acordo com o predomínio de um ou outro sintoma, a esquizofrenia é subdividida em diferentes tipos :

Residual - anteriormente chamada de esquizofrenia simples, estão presentes os sinais negativos da doença: afastamento e inadequação social, comportamento excêntrico, inadequação afetiva e pensamento ilógico. Há ausência dos sintomas positivos e pruridos de outras formas de esquizofrenia. Não são observados sintomas catatônicos, delírios ou alucinações, tornando-a por isso o tipo de mais difícil diagnóstico. O quadro progride durante anos, levando lentamente à destruição da personalidade. Os indivíduos afetados demonstram, em sua fase inicial, uma falta de consideração para com seus familiares e amigos e indiferente negligência às obrigações sociais, podendo demonstrar alguma amabilidade superficial para com os estranhos, mas todos os sentimentos profundos parecem inexistir.

Desorganizada - chamada antes de hebrefênica, caracterizada pela incoerência, desagregação do pensamento e da conduta, afeto incongruente ou embotado. Os atingidos, por esta forma de esquizofrenia, apresentam os mesmos sintomas negativos da forma residual, mas apresentam maior desordem do pensamento que aqueles, tornando-se muitas vezes indivíduos sem destino e objetivos, num estado de devaneio permanente. Não conseguem concentrar-se numa leitura ou num trabalho, a menos que sejam supervisionados e dirigidos a cada passo. Sentem-se atraídos por idéias pseudocientíficas ou pseudofilosóficas e consideram-se capazes de realizar grandes descobertas e invenções, sem que isto seja acompanhado de nenhuma atividade ou qualquer tentativa de realizar suas pretensões.

Catatônica - apresenta alterações na psicomotricidade, como estupor, rigidez, excitação, negativismo e posturas bizarras. As características associadas são : estereotipias, maneirismos, mutismo e flexibilidade cérea. O estupor é caracterizado por um bloqueio transitório de certos movimentos até imobilização total do enfermo numa postura fixa. O negativismo se manifesta sob a forma de recusa de alimentos, sujar a roupa ou cama com urina e fezes, resistência a toda ordem, como para se vestir ou lavar-se. Os estados de imobilidade transitória duram desde alguns minutos até várias horas e podem vir acompanhados de medo ou alucinações, mas geralmente não têm nenhum conteúdo ou motivação psicológica. A grande variedade de estereotipia de movimentos engloba de simples comportamentos motores até complicadas hipercinesias de caráter altamente simbólico.

Paranóide - marcada pelos delírios, freqüentemente de natureza persecutória e pelas alucinações auditivas. As características associadas são ansiedade, violência e alterações das interações sociais. É o tipo mais homogêneo e menos variável. Os delírios primários são seguidos por interpretações delirantes, constituindo-se nos principais sintomas e, com as alucinações, podem estabilizar-se como o único distúrbio de uma psicose crônica por muitos anos.

Indiferenciada - com sintomas que não podem ser classificados nas categorias anteriores ou quando preenchem simultaneamente os critérios para mais de um tipo.

Esquizofrenia - Por Dois Ângulos Diferentes

Certa vez, estive num passeio com o pessoal de uma igreja que frequentei há alguns anos atrás em um retiro espiritual, e num determinado momento no horário do almoço, eu entrei na fila para pegar minha refeição.

Enquanto eu estava na fila, havia dois colegas meus fazendo brincadeiras um com o outro, e um deles disse para o outro a seguinte frase:
“Sai daqui seu esquizofrênico!” (Devo destacar que não tem nada a ver com aquela igreja, estou me referindo a ele como um indivíduo, e não com a instituição igreja)

No momento em que ele disse essas palavras, eu me senti um tanto desconfortável com a situação. Só não me senti ofendido, porque eu tinha consciência que eles não sabiam que eu era portador de esquizofrenia.

Na cabeça dele, ele associava a palavra, esquizofrênico, com algo repugnante. Não posso julga-lo por isso, porque na nossa cultura a maioria das pessoas enxerga exatamente dessa maneira.

Por outro lado, existem pessoas que são mais esclarecidas.

Um bom tempo depois, eu conheci uma moça que foi apresentada a mim, por um amigo de infância e sua namorada.

Saímos juntos, eu, meu amigo, sua namorada e a moça que me havia sido apresentada; fomos visitar uma igreja e após o culto de adoração a Deus, nós saímos dali para uma lanchonete.

Nesses momentos em que estivemos juntos reunidos, acabou surgindo, um pouco de afinidade entre mim e aquela moça que eu havia conhecido.

Durante alguns dias depois, eu mantinha diálogo com ela por telefone e decidimos então iniciar um relacionamento mais próximo.

Marcamos um encontro, e fomos nos encontrar num shopping para conversarmos sobre essa nossa aproximação, iniciando assim um relacionamento afetivo.

Num determinado momento, eu contei a ela que eu tinha esquizofrenia, e para minha surpresa, ela não teve nenhum tipo de rejeição e preconceito quanto a isso.

Totalmente diferente daquela situação anterior que mencionei agora pouco.

Iniciamos então um namoro, e algum tempo depois, tivemos a felicidade de sermos padrinhos de casamento do meu amigo e da sua namorada.

Já faz oito anos que estamos juntos em nosso relacionamento, nos amamos e nos damos muito bem juntos.

Com a benção de Deus conseguimos construir nossa casa, e logo que Deus preparar, no tempo dele, nós estaremos nos casando, e com certeza seremos muito felizes juntos.

Isso tudo é claro, com uma condição muito importante...
...Sem preconceitos!

Denis

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Ciência e Cultura - Esquizofrenia e Transtorno Bipolar

Especulações sobre a descoberta da cura da esquizofrenia povoaram a mídia nos últimos meses de 2003, como decorrência de uma apressada interpretação do artigo publicado pela revista médica The Lancet, em setembro passado. Ele abordava os resultados do grupo de pesquisa coordenado por Sabine Bahn, na Universidade de Cambridge, que encontrou origem genética semelhante entre a esquizofrenia e o distúrbio bipolar. 

Um dos efeitos da notícia foi levar muitos pacientes aos consultórios, buscando "alterar" o gene defeituoso para ficarem livres da doença, diz o psiquiatra José Alexandre Crippa, pesquisador do grupo de estudo em esquizofrenia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo.

No artigo, a cientista Sabine Bahn deixa bem claro que "nosso estudo oferece fortes evidências de que esses distúrbios mentais estão associados à ineficácia da produção de mielina pelo organismo". 

Para Crippa, a conclusão da pesquisa não torna automática a descoberta da cura, como muitas matérias induziram a concluir. Na pesquisa, Sabine e sua equipe chegaram a essa conclusão após examinarem os cérebros de três grupos de pessoas: 15 portadores de esquizofrenia, 15 sadios e 15 com distúrbio bipolar. 

Analisando, nos três grupos, o funcionamento dos genes associados à formação da substância mielina, que protege os neurônios, permitindo que os impulsos elétricos sejam transmitidos devidamente no cérebro, os cientistas descobriram que eles eram menos ativos tanto nos pacientes com esquizofrenia como naqueles com distúrbio bipolar.

DIAGNÓSTICO A esquizofrenia é um transtorno mental que atinge quase 1% da população mundial. Os primeiros sintomas costumam ocorrer na adolescência ou início da vida adulta.

Atualmente, diversos grupos no Brasil estudam suas causas, que ainda não são conhecidas. Não existe cura para a doença. Estudos detectaram uma base genética, com maior chance de ocorrer em mais de uma pessoa da mesma família. 

Já se sabe, também, que fatores ambientais como infecção ou trauma intra-uterino, no parto ou após o nascimento podem estar relacionados ao transtorno. Os exames que visualizam o cérebro, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, têm mostrado, em pacientes com esquizofrenia, alterações em estruturas cerebrais.

Embora distintos, os transtornos de esquizofrenia e o distúrbio bipolar apresentam alguns pontos em comum. Ambos parecem ter uma base genética e várias alterações comuns em estruturas cerebrais.

Lúcia Cunha Ortiz

Publicação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência 
Ciência E Cultura - http://cienciaecultura.bvs.br

Quase metade de esquizofrênicos sofre com preconceito

O estudo é resultado de 732 entrevistas com esquizofrênicos de 27 países diferentes


Estudo divulgado pela revista médica britânica The Lancet informou que 43% das pessoas que sofrem de esquizofrenia sofrem algum tipo de discriminação por parentes ou amigos.

A pesquisa liderada pelo professor Graham Thornicroft, do Instituto de Psiquiatria do King's College London, mostrou que os casos de intolerância são mais comuns no ambiente familiar e na hora de procurar emprego.

O estudo é resultado de 732 entrevistas com esquizofrênicos de 27 países diferentes. De acordo com os especialistas, 64% dos participantes disseram ter experimentado a chamada "discriminação prévia" e desistiram de procurar emprego por medo de sofrer preconceito no processo seletivo.

Já 55% dos entrevistados admitiram ter vivido este mesmo tipo de discriminação quando tentavam iniciar um relacionamento amoroso.

O estudo disse que 43% dos ouvidos sofreram com o preconceito na família, enquanto 47% se sentiram discriminados quando tentavam conhecer pessoas ou manter amizades. Além disso, 27% sofreram com este problema durante uma relação sexual.

Por outro lado, os especialistas informaram que apenas 5% dos entrevistados admitiram que a doença lhes favoreceu em alguma situação.

"As taxas de discriminações prévia e negativa são muito altas entre os esquizofrênicos", disse um dos autores do estudo.

Os pesquisadores afirmaram que as medidas para combater o preconceito, como as leis de proteção aos incapacitados, "não tem o efeito esperado quando não se trabalha a autoestima destas pessoas".

De acordo com os especialistas, os casos de discriminação "tem relação com ao tratamento da doença, que pode reprimir os pacientes".

O estudo disse que, caso esta tendência seja confirmada pelas próximas pesquisas, os serviços de saúde poderiam voltar o tratamento para a "inclusão social" dos pacientes.

Texto extraído de:
http://www.estadao.com.br - 20 de janeiro de 2009

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Artigo publicado na edição do jornal O Globo de 05/01/12

Artigo de autoria dos psiquiatras Nelson Goldenstein e Fernando Ramos, publicado na edição do jornal O Globo de 05/01/12.

O desenvolvimento das últimas décadas tem trazido novas questões ao campo da saúde mental. Com os avanços e reformulações da assistência psiquiátrica mundial, como a recomendação universal do estabelecimento de cuidados aos portadores de transtornos mentais severos e persistentes de acordo com suas redes sociais, e a extinção dos antigos manicômios, aparecem novos temas que já se encontram na pauta das discussões dos próximos anos.

A prática tem demonstrado que o tempo decorrido entre o surgimento das primeiras manifestações psicóticas em uma pessoa e o primeiro contato com a rede de saúde, geralmente ultrapassa um ano. Além disso, o tempo entre as alterações mentais iniciais (ainda não psicóticas), e o recebimento dos primeiros cuidados, costuma ser ainda maior, ultrapassando incríveis quatro anos. 

Estudos clínicos e epidemiológicos têm sugerido que a duração do tempo de psicose não tratada, e fases preliminares ao aparecimento da doença, têm forte impacto sobre o prognóstico dos quadros psicóticos, seja em termos clínicos ou sociais.

Hoje, sabe-se que cerca de dois terços das pessoas que atravessam estes períodos de adoecimento pré-psicótico sofrem de manifestações depressivas, avaliadas entre moderadas e graves. Dentre estas, quase noventa por cento apresentam plano suicida, ou cometem tentativas graves. Na média, dez por cento alcançam êxito letal. Não são números desprezíveis. Isto, sem falar nos indivíduos que adotam condutas claramente autodestrutivas, como o uso abusivo de álcool, além de outros comportamentos de alto risco, incluindo a direção perigosa. Quase todos encontram no isolamento social, parcial ou total, sua forma de autodefesa.

Ora, do ponto de vista intuitivo, não é difícil compreender o que representa para um indivíduo que começa a adoecer a vivência de fracasso, estranheza e vergonha, acompanhada da apavorante certeza subjetiva de estar enlouquecendo.

Portanto, na medida em que os manicômios são fechados, e a rede substitutiva se amplia e se consolida, devemos nos perguntar o que fazer em relação às próximas etapas da reformulação na assistência aos pacientes com quadros psicóticos e transtornos graves de personalidade. 

Devemos considerar que esses quadros são inevitáveis, prenunciando uma gravidade e cronicidade natural? Ou podemos substituir esta abordagem, considerando os novos dados, que indicam melhores resultados terapêuticos quando se intervém mais precocemente?

Se consideramos como válidos os resultados positivos das novas pesquisas voltadas para as intervenções precoces, devemos mudar nossas referências e preconceitos, ainda enraizados nos tempos da exclusão manicomial, e investir em cuidados na saúde das crianças, adolescentes e adultos jovens, e na capacitação em saúde mental dos profissionais da atenção básica, para que estas pessoas possam receber os cuidados necessários em tempo hábil.

Em vários países, onde já foram efetuados os programas de reforma da assistência psiquiátrica, a tarefa de reconhecer e intervir precocemente, impedindo ou atenuando a gravidade dos quadros psicóticos, compõe a ordem do dia. Está na hora de enfrentarmos sem preconceitos essa questão também aqui no Brasil.

NELSON GOLDENSTEIN é psiquiatra e pesquisador do Instituto de Psiquiatria da UFRJ, e coordena o Programa de Pesquisa em Reconhecimento e Intervenção Precoce nas Psicoses.

FERNANDO RAMOS é psiquiatra e coordenador da Esam/RJ.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Transtorno da Ansiedade Social: O Que É, Os Sintomas de Crises de Ansiedade - Por Ruy Miranda

 Texto extraído do Site:

http://www.timidez-ansiedade.com

O que é Transtorno da Ansiedade Social / Fobia Social – O Transtorno da Ansiedade Social, também conhecido como Fobia Social e Transtorno da Fobia Social, é uma desordem mental que se expressa através de sintomas (e sinais) de crises de ansiedade em contatos sociais e situações de desempenho. A intensidade da ansiedade em tais situações e a ocorrência das crises durante meses apontam para o diagnóstico. Em alguns casos é difícil diferenciá-lo da Timidez intensa.

Os sintomas da ansiedade variam de súbitos e intensos sintomas de ansiedade a crises de pânico. Entre os dois extremos existe uma gradação. Eles também variam de situação circunscrita a situações generalizadas. A última é conhecida como Transtorno Generalizado da Ansiedade Social.

Ansiedade Súbita e Intensa
(Crises de Ansiedade) – Neste extremo ocorrem sintomas fisiológicos de medo: taquicardia, respiração acelerada, opressão no peito, tremor nas extremidades, sudorese, boca seca. Paralelamente ocorrem sintomas psicológicos: dificuldade de pensar de modo ordenado e a expectativa de ser ofendido.

Ataque de Pânico
– Neste extremo ocorrem sintomas agudos de medo, especialmente aqueles de natureza psicológica: total incapacidade de pensar, exceto na urgência de sair do local onde está, desorientação no tempo e no espaço, e perda temporária da noção do eu.

O aparecimento súbito e a curta duração justificam o nome de crise ou ataque. A percepção irracional de uma ameaça justifica o nome de fobia.


Por Ruy Miranda

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Uma Breve Explanação Sobre Esquizofrenia

Já que resolvi criar este blog, de início devo falar um pouco a meu respeito, para que vocês entendam que a esquizofrenia, pode se manifestar de várias formas. Tanto na infância, adolescência, ou na fase adulta.
No meu caso isso ocorreu no final de minha adolescência.

Foi depois de um trote que sofri quando ingressei em uma faculdade de Educação Física.
Sinceramente, não me lembro de como foi o trote, e do que aconteceu lá.
Tudo o que sei é que eu estava com meu primo, que também tinha passado no vestibular da mesma faculdade, e então fomos pra casa.

No dia seguinte, minha família me encontrou totalmente alucinado e meio que desacordado,
Na época minha prima estava estudando numa faculdade de medicina, na cidade de Santos, e ela tinha aulas, com um médico psiquiatra, chamado Dr. Benedito, e como ela sabia de sua competência, e que ele trabalhava também num hospital em Santos, minha prima e o restante da minha família acharam por bem, me internar naquele hospital e ter o acompanhamento daquele psiquiatra.

O que facilitou também foi o fato de minha mãe poder ficar hospedada na mesma casa que minha prima, já que era casa de alguns de nossos parentes.

Quanto a mim, fiquei internado e me encontrava em estado de coma, e quando acordei eu não reconhecia ninguém, e tinha também alucinações, ouvindo vozes e fantasiando o mundo ao meu redor.

Sendo assim, o meu psiquiatra começou a ministrar medicamentos e fazer terapia comigo, e aos poucos eu ia melhorando cada vez mais.
Na época levei um bom tempo para voltar a conviver em sociedade, pois além de eu ter alucinações e audição de vozes, eu também estava com síndrome do pânico, e não sabia discernir o que era real e o que era fruto da minha imaginação.

Resumindo, este foi o início desta enfermidade. Achei por bem fazer uma explanação sobre alguns sintomas da esquizofrenia, pois sei que muitos tem dúvidas e até mesmo nada sabem sobre este assunto.

Este Blog está aberto a todos, que querem opinar ou tirar suas dúvidas a respeito deste assunto.

O diferencial deste Blog, é que a esquizofrenia está sendo explanada, não apenas de um ponto de vista médico, mas também de um ponto de vista de um próprio portador de esquizofrenia.

Espero que este Blog seja útil pra você que está estudando sobre este assunto, ou até mesmo pra você que tem apenas curiosidade sobre este tema.

Denis